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universo particular

universo particularApós 6 longos anos sem lançar nenhum trabalho solo, Marisa Monte agitou o mercado fonográfico em meados de março deste ano com o lançamento de dois álbuns simultaneamente: “Infinito Particular” e “Universo Ao Meu Redor”.

Sob críticas positivas e negativas, mais o polêmico DRM, um sistema anti-cópia que estes cds instalam no micro do usuário sem pedir permissão (saiba mais aqui e aqui), em termos estatísticos o que podemos dizer é que juntos já venderam 600 mil cópias.

Dado esse cenário eis que surge sua nova turnê, cujo o nome é homônimo ao título deste post, Universo Particular, que é composto basicamente pelas novas canções, mais sucessos de sua carreira, incluindo algumas músicas da fase tribalista.

“que por sinal, bem que podia ser esquecida … (rs)
salvando algumas raras canções”

A produção é tão boa quanto o de sua última turnê para o álbum “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”, o grande diferencial fica no ambiente mais acolhedor e intimista, fazendo o público embarcar em uma verdadeira viagem ao som de belos arranjos de cordas, vocal e uma suave percurssão ao fundo. O palco novamente é um show a parte, com muita movimentação, luzes, efeitos, tudo muito bem feito, bem acabado, produzido, bonito mesmo e como diria uma pessoa da platéia que estava bem próximo:

Que coisa liiiiinda!! liiiiinda!!!

Ponto forte do show foram os “sambinhas”, puro samba de raiz, bem gostoso e caloroso de escutar, que marcou presença em boa parte do show. Mas também existiu pontos fracos: uma música que parecia muito com as canções da disney (dama e vagabundo, sei lá, não sei o nome da mesma), teve uma outra música que foi composta com participação do Seu Jorge (tinha que ser!!), fraquinha, fraquinha e por fim, as canções da fase tribalista, onde apenas uma se salvava, o resto eu particularmente acho um saco, principalmente a “Já Sei Namorar”.

“eca!!”

No geral foram (?!) noites memoráveis e agradabilíssimas, isso mesmo, foram!! Afinal eu acabei indo duas vezes ao show e em ambas com a presença constante de minha amada e na segunda noite tivemos a companhia de um casal muito especial, mister Fabrício e Bianca. Deixo aqui minha gratidão pelas belas companhias, mais que especiais.

Enfim, tirando o deplorável fato do cd estar instalando um malware no micro, diria até que Marisa Monte estaria na minha lista dos artistas no qual nutriria grande admiração, fiquei realmente muito decepcionado com esta realidade. Outro fato que gostaria de ressaltar é que todas as brincadeiras que surgiram no primeiro show e que soaram ser improvíso, não foram!! Pois aconteceram no segundo show quase como uma cena de novela, mas esse já é um fato, normal, afinal todo show é o melhor show do cantor, já repararam?? …😉 … Mas enfim, nada disso retira o fato dela mandar muito bem no seu ofício, dou minha mão a palmatória e apesar de tudo:

“vida longa à Marisa e que venham novos belos trabalhos pela frente e espero, é claro, que venham sem DRM

[]’s a todos.

ao som de: “Nimrods Son” – Pixies

Categorias:cultura, música, resenha, show
  1. 31 julho 2006 às 11:31 am

    A foto tá engraçadona. Quanto ao DRM, eu boicoto essa mulé. Não ouço, não compro nem pirata, não vou a show. Deixei de gostar até dos discos antigos. Cuspo no chão ao ouvir o nome dela.

    Quanto ao repeteco das espontaneidades, isso aconteceu com o Pearl Jam também. Elaine foi no show do Rio e depois vimos pela tv o show de São Paulo. Ela me contou um momento muito emocionante que alguém taca a bandeira do Brasil no palco e o Eddie pega e ele fala algumas coisas, sei lá. Repetiu-se identicamente em SP. É teatro, rapá! Que nem luta livre. Tudo ensaiado.

    Sobre o “Que coisa linda!”, pode falar, Raul. Você mesmo gritou isso e ficou com vergonha de contar.🙂

  2. 1 agosto 2006 às 2:39 pm

    Já esperava seu comentário a respeito do DRM camarada e não julgo estar errado, eu particularmente somente não tomo a mesma atitude porque gosto muito do trabalho dela, como falei no post, foi de fato uma decepção quando fiquei sabendo desse acontecimento, que por sinal foi vc mesmo que me apresentou camarada, estou ainda em estado de “letargia-neural-generalizada”.

    Somente gostaria de entender o que passa na cabeça de um artísta quando aceita fazer parte de um lixo desses, acredito que não vale a pena, tanto não vale, que mesmo nos tempos de hoje, onde trocar arquivos de música na web é comum apesar de ser tachado como algo proíbido pela indústria e meios legais. O cenário que descrevi no post mostra que ela mesmo assim vende uma barbaridade de CDs, por isso pergunto: “pra que se queimar a toa?”, ainda mais sabendo que isso não vai fazer com que a “pirataria” seja inibida. Novamente, acredito friamente que seja somente uma jogada de marketing, olha os feudos ai!!

    A respeito dos repetecos, concordo plenamente sobre tudo que descreveu, realmente é tudo teatral, los hermanos, pearl jam e tantos outros, o que não invalida o artista, pelo menos para mim. E por fim, sobre o “Que coisa linda!” (rs), po cara NÃO ESPALHA!!! …😉

    []’s aldo “metal” nogueira,
    vlw.

  3. gLaU
    1 agosto 2006 às 11:14 pm

    Gosto muito do trabalho dela, enão julgo o DRM errado, o problema e que Cultura no Brasil, é caro, eu tenho os dois CDs, ainda tenho os Dvs do Barulhinho bom…não me recordo quanto gastei para ter acesso, mas foi caro!!!
    Bom, não fui ao show, tava viajando, mas foi só por isso!!!
    E quanto as “brincadeirinhas”, pra mim não é novidade!!!
    Sou maisfãimpossível de Los Hermanos e já superei esse lance, de todo show ser o melhor show, eles sempre fazem “brincadeirinhas”, e essas são repetidas…sempre…só quando uma corda arrebenta ou coisa e tal e que a parada é imporvisada mesmo!!!
    Bem, é isso!
    Inté mais ler…

  4. 2 agosto 2006 às 8:12 am

    Raul, isso que você e o Aldo vêem como algo extremamente ruim, encaro como só mais uma parte do que é ser artista por uma grande gravadora. Junto com o DRM, vem jabá, vem entrevistas forçadas a tudo e a todos e por aí vai. Mas esses são pontos negativos. existem os positivos. por exemplo, ela tem liberdade re fazer o que quiser, até lançar dois discos de uma vez e aramar shows com ultra-mega-produções. É o preço. E, sinceramente, uma vez que já tá na dança acho que o programinha é o de menos…
    Quanto ás músicas dos Tribalistas, não acho tão más assim. Tudo bem que “já sei namorar” deu no saco e (descobri ontem) é um plágio de Sly and the Family Stone (uma banda de funk-soul). Mas, na verdade, os Tribalistas, as músicas deles são a mesma coisa que a Marisa, o Arnaldo e o Carlinhos Brown já estão fazendo há anos. Se você os discos individuais e reparam em quem faz a maioria das músicas, letras e tal, são sempre os três, e isso já há um bom tempo. Acho que os Tribalistas têm um caráter mais pop, mas isso não os desmerece.
    É isso.
    E como diriam o pessoal da banda citada aí em cima:
    “Pé em deus e fé na taba!”
    t+!

  5. 2 agosto 2006 às 11:36 pm

    Fala gLaU, realmente esta caro (cd, dvd, …), muiiiiiito caro, mas será que era pra ser caro assim mesmo?? Não consigo entender como uma gravadora que tem uma mega estrutura e capital para investir bota um cd na loja para ser vendido a quase R$ 40.00, enquanto que o joaquim da esquina, mesmo pagando todos as taxas e impostos que vigoram no Brasil atualmente (e não são poucas) para sobreviver, cobra no máximo R$ 10.00 e ainda tem a possibilidade de vir recheado de faixas extras. Estranho não (?!), ainda mais se pensarmos que empresa grande tem vários subsídios e regalias do governo, caso ela faça, por exemplo, algum investimento filantrópico. Fica a pergunta: O preço esta justo atualmente?? … (?!)

    Tarso, realmente é uma escolha do artista, mas com o que temos hoje será que já não é hora de sair dessas amarras que a indústria fonográfica oferece?? Gilberto Gil, Gerador Zero, dentre outros, estão disponibilizando canções sob o creative commons, Lobão lança cd na banca de jornal, será que gravadora não tinha que ser o que seu nome sugere, apenas gravar?? … (?!)

    A respeito do “programinha” camarada, discordo ser o de menos, é d+, é aceitar ou compactuar com uma coisa que temos direito e estão tirando na mão grande. Escroto, extremamente escroto, estão impondo que use um software para escutar, estão instalando um software independente se aceita ou não e não garantem que este software pode trazer aberturas para possíveis brechas de segurança e o pior agente tem que concordar e ficar feliz, da não camarada. Novamente: não é assim que irão inibir a pirataria.

    E finalmente a fase tribalistas, realmente tens razão no que diz respeito ao desmerecimento, não foi esse meu intuito de forma alguma, mas particularmente acho chato, extremamente chato, quase que toda a obra (tribalistas) criada pelo trio, como falei no post acima, “salvando algumas raras canções”, de resto é que nem a música “Bem Que Se Quis” … chaaaaaato … mas vale ressaltar que ser chato não quer dizer que a música seja ruim, pelo contrário, acho música clássica um saco também, mas reconheço que seja uma boa música, somente não tenho paciente de escutar …🙂

    Vlw galera … forte []’s.

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