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web-censura, será??

web-censura

A censura sempre fez, faz e fará parte do histórico tupiniquim, afetando toda e qualquer mídia que existiu, existe ou existirá. Tal fato, reflete diretamente na internet, que cedo ou tarde receberia sua devida atenção, como é constatado ultimamente:

  1. censura nos blogs / mais sobre.
  2. censura no mercado livre / mais sobre.
  3. censura do youTube / mais sobre / e mais.
  4. censura no orkut.

Após ler, reler, pensar, repensar, construir e reconstruir opiniões sobre estas notícias, o que fica onipresente em minha cabeça é a seguinte frase:

“toda ação gera uma reação correspondente”

E olha que não gostava tanto de física quando moleque, mas esta frase faz todo sentido pra mim atualmente. Sobre censura, especificamente, constato que a justiça logicamente vai estimular muita gente a cometer o “ilícito” e a pergunta que fica é a seguinte:

“quem ganha com isso?!”

A minoria apenas, como por exemplo: Os provedores que vão continuar ganhando tubos e tubos de dinheiro pelo serviço precário que oferecem e gastando muito menos em infraestrutura com a diminuição de conexão de banda para o exterior. As celebridades que estarão em evidência após cada repercussão bombásticas. Mais todo e qualquer entidade que esteja no poder, que se vangloriará por estar disciplinando a mídia não especializada e sendo acolhido no colo da mídia especializada, que somente pune quem lhe interessa.

“mas e você o que ganha?!”

Ganha motivo suficiente para debater, conversar, escutar, boicotar, trocar (idéias, dados, informação, etc), pesquisar, usar e abusar dos meios que dispõe, lutar sempre contra a maré. Podemos navegar nessa atual web-censurada e encontrar muitas opiniões relevantes, contundentes, questionadoras, revoltadas, engraçadas, ásperas e uma infinidade de tutoriais instrutivos sobre como ficar “des-censurado”.

Por fim, vamos ficar em alerta e aos poucos criar mais e mais maneiras de comunicação/troca, gerar mais e mais informação, pois essa é a grande riqueza que temos e que censura nenhuma conseguiu barrar aqui e em nenhum lugar do globo. Mesmo que a censura vença alguma batalha, ACREDITE!! É apenas temporário, meu recado final:

“Use a web com o fim que ela foi criada e DIGA NÃO À CENSURA!!”

[]’s a todos,
raulpereira.

ao som de: “meu teclado” – raulpereira

Categorias:política, tralha
  1. 9 janeiro 2007 às 1:39 pm

    Pra variar, os poderosos, sempre arrumam um jeito de fazer as coisas a sua maneira, ou seja, na base da censura, da violencia e por aí vai.
    Cabe a nós, driblar os obstáculos e sermos sempre pedras no sapato desses caras.
    É isso.
    t+!

  2. 11 janeiro 2007 às 9:43 am

    Fala tarso, assino em baixo.

    Vlw garoto,
    raulpereira.

  3. 11 janeiro 2007 às 2:22 pm

    Fala pessoal,

    Atualizei o post com mais um link de censura (veja onde está). O fato que fico incomodado é que a justiça agi com extrema velocidade para assuntos fúteis como estes, mas quando fala-se em mensalão, sanguessugas e o diabo+a+quatro o que vemos ao final é uma grande panacéia, a famosa pizza.

    “R-E-V-O-L-T-A-N-T-E !!!”

    []’s … t+,
    raulpereira.

  4. 22 janeiro 2007 às 3:41 pm

    Fala ae raulpereira!!!

    Bom, quanto ao assunto em questão, concordo e discordo! (ops!)
    Explico: Percebo que sites como, youtube, orkut e blogs, usam a “liberdade de expressão” de forma errada, seria como uma “libertinagem de expressão”.
    Por exemplo, o youtube tem termos de contrato, que exigem a não-divulgação de material pornográfico, ilicito ou de caráter preconceituoso, em qualquer sentido…bem…não percebi no video da Cicarelli nenhum dos citados…rs…pornográfico? Imoral? Ah…ela sabia o que tava fazendo quando foi dar um “amasso” com o namorado…ela é uma pessoa pública e sabe os “riscos” que isso traz! Enfim, nesse caso, achei uma babaquice sem tamanho…mas por exemplo…lembra aquele moleque babaca, que filmou um “amasso” com a namoradinha e divulgou pela internet? Então, nesse caso foi imoral, sim! A menina não podia fazer idéia que o idiotinha faria aquilo!

    (…)

    Eu tenho uma conta no orkut…e já recebi várias mensagens de cominidades de carater preconceituoso, ou pornografico…comunidades que fazem apologia a drogas, a pornografia infantil, pedofilia, preconceito racial e religioso, enfim…lá, existem ainda hoje, uma penca desses, sem contar os perfis do mesmo nivel!!! Nesse caso, tem que haver uma censura sim…um controle do tipo de comunidade, dos perfis criados e etc…tudo bem que eu só adiciono quem quero, que só faço parte das comunidades que quero…mas é um meio de influência fortíssimo!!!
    Sem contar que existe o perigo de entrar na comunidade “Eu amo andar na praia” e sem mais nem menos, perceber, depois de um tempo, que você está na comunidade “Eu amo fazer sexo oral”, pode ter certeza de que isso acontece! (putz!)

    Agora te pergunto,no caso do orkut, isso seria censura? Censura no sentido em que colocou aqui?

    Eu encaro como controle, o controle da libertinagem…encararia de forma aspera se não pudesse vincular a internet coisas de cunho politico-social…como na década de 60, aquilo sim era censura, a mais severa censura!

    Infelizmente, nem todos sabem usar da melhor forma, o mundo que tem nas mãos…e como muito bem colocou, cada ação, uma reação! E eu que não tenho nada com isso, que não faço mal uso da ferramenta, sofro também as consequencias…não há e não tem como haver um filtro!!!

    E o que fazer? Aceitar a tal “censura”?
    Acho que tenho que pensar e repensar mais sobre o assunto!

    Chego a uma unica conclusão” Tem gente muito burra por aí!

    Inté mais ler!

  5. 22 janeiro 2007 às 5:11 pm

    Fala gLaU, tudo bem?

    Espero que esteja ótima, sobre suas explicações eu discordo, entendo todos os seus pontos de vista, mas discordo. Vamos aos meus motivos:

    – Todos esses sites, hoje chamados de sites web 2.0, NÃO são baseados na “liberdade de expressão”, absolutamente NÃO. E também não entendo que sejam baseados na “libertinagem de expressão”, NÃO. Essas conclusões, ou fatos, são uma conseqüência dos atos e interações dos usuários e não do propósito da ferramenta. O intuito desses sites é melhorar a usabilidade, a comunicação, a encontrabilidade, a interface que o homem possui com a máquina, oferecer uma melhor experiência à nós.

    – Todos os sites informados acima, possuem termos de uso e existe realmente uma negligência dos termos em muitos dos casos, na maioria eu diria, mas da mesma forma que o site oferece recursos para interação ele também oferece funções para regular o conteúdo ali disponibilizado, a grande diferença é que como é humanamente/financeiramente impossível para qualquer empresa manter esse “controle” atualmente, esses novos serviços oferecem além de toda o controle pra você ir e vir, também o poder de regular o seu conteúdo, você é o juíz.

    Diante disso e imaginando as situações que descreveu sobre o orkut (problemas que sei bem que acontecem pois já tive uma conta ativa), você usuário tem em mãos uma ferramenta que pode encontrar o que quer, rápido, inserir e ler o conteúdo que deseja, porém você também pode regular tudo isso, não somente o que você faz, mas também o que os outros fazem, a comunidade virtual criada regula isso.

    Muitas delas como ferramentas wiki, oferecem “patentes” onde você tem maior poder ou não para regular o conteúdo e esta “patente” o usuário ganha de acordo com seu empenho dentro do serviço em questão, enfim, esse é o fluxo! Se tentarmos fazer uma analogia com o mundo real, veremos que segue a mesma idéia de conversas na mesa de um bar, onde você não pode chegar e botar uma placa na mesa e dizer “AQUI NA MESA NÃO TEM PEDÓFILO”, porque simplesmente você não pode garantir isso, a menos que alguém expresse isso antes. Ai sim, nós podemos regular ou pelo menos botar o assunto em debate e ai sim aprender com isso, mas note, banir antes não é o fluxo ideal e muito menos eficaz, só estaria tampando o sol com uma peneira.

    A grande questão aqui é que nosso poder jurídico, os maiores salários públicos da atualidade, querem ditar o que nós devemos ter acesso, o que nós podemos conversar ou não e, principalmente, tirar esse direito de regular o conteúdo que temos. E nem citei que estamos falando de um ambiente web, onde culturas diferentes estão conversando, onde direitos e deveres distintos estão ficando entrelaçados e muitas vezes entrando em conflitos (não seria agressivo comer carne de cachorro? e para quem mora em Taiwan, será que comer vaca já é algo natural?).

    Novamente, concordo com todos os pontos negativos que você citou, mas não concordo que o controle deve ser regido por uma entidade suprema (que para este post são pessoas que não estão lá porque eu escolhi diretamente, estão lá na maioria das vezes por indicações dos poderes legislativo e executivo, que a gente até vota, mas nunca lembra em quem). Acredito que o controle, como sugeriu, deve ser feito por nós mesmos, como é feito em uma mesa de bar e quem não tiver satisfeito apenas se retire da mesa (como eu fiz com o orkut).

    É isso gLaU … []’s,
    raulpereira.

  6. 23 janeiro 2007 às 11:03 am

    Vejo da seguinte maneira:
    A “liberdade” (seja lá o que isso quer realmente dizer) tem, como tudo, lados positivos e negativos. E é exatamente essa natureza dúbia que faz surgirem tantos problemas.
    “Liberdade de expressão” é o que mais se propaga por aí como sendo a salvação da lavoura. Beleza. Todo mundo fala o que quer, quando quer, como quer e pra quem quer.
    Isso é realmente benéfico?
    Tipo, um site sobre como se estrangular bebês recém-nascidos sem deixar pistas, ou racista, ou terrorista, ou sei lá o que também estariam inclusos entre possíveis opções de sites “livres”.
    Mas um site que ensina a matar é contra lei, certo?
    Certo?
    Não sei.
    E a lei? Tá certa?
    Quem criou as leis não exerceu, da mesma forma que na internet, um forma de autoritarismo?
    Creio que sim.
    No entanto, cabe a nós, percebemos que vivemos em uma comunidade regida por leis, regras, e que foi/é essa mesma comunidade que criou, utiliza e modifica a internet.
    Daí, não entendo por que censurar a internet seria pior do que censurar o mundo “real”.
    Censura faz parte do jogo.
    Leis fazem parte do jogo.
    Ou seria melhor aboli-las e aceitar algo como alguém entrando na sua casa ou te enchendo de porrada ou matando alguém que você conhece a troco de nada como algo normal, natural?
    A “censura” na internet é apenas um reflexo do mundo em que vivemos, ou seja, um mundo baseado em regras e leis, em uma moral.
    Pensar que a internet é ou deveria ser um lugar livre, onde todo mundo pode fazer o que der na telha é, no meu entender, muita inocência.
    Somos regidos, controlados por regras, regras essas geradas por aqueles que realmente mandam, isto é, os de sempre, os que tem a grana. E, não se iluda, se você atrapalha, eles ou te censuram ou te cooptam ou te deletam. Simples assim.
    A arte está em exatamente perturbar sem ser pertubado, ou seja, lutar para que essas regras sejam, no mínimo repensadas e no máximo substituídas por outras melhores sem ser por isso obrigado a sofrer demais(por que sofrer está implícito em lutar).
    E para isso a internet é uma fantástica ferramenta.
    Agora, enquanto vivermos nessa sociedade, sua moral, suas regras ditaram nossas condutas, queiramos ou não.
    Por exemplo, já pensou em parar de consumir?
    Tenta…
    É isso.
    t+!

  7. 24 janeiro 2007 às 12:32 pm

    Grande tarso,

    Lhe entendo completamente e me identifico, e muito, com o que escreveu. Mas regras, leis e toda essa babel que vivemos, só existe para ser questionado, coisa que fez muito bem neste último comentário. Entretanto, seja por minha inocência ou não, vejo a internet (intranet, extranet, etc…) como uma forma de comunicação orgânica, que surgiu do meio acadêmico para compartilhar dados e acabou caindo no gosto das massas (por felicidade ou não de muitos), para massificar essa “coisa” chamada globalização. A meu ver, essas novas formas de comunicação ajudam e muito a questionar muito disso tudo, simplesmente porque ela tem como fonte a maior riqueza humana. São os “dados”, são sistemas geradores/disseminadores de “informação”.

    O crescimento tecnológico é tão grande atualmente, que acabam causando o desmoronamento de grandes impérios, como foi a indústria fonográfica e já causa reflexos em pilares da indústria cinematográfica. Isso por um simples fato, hoje temos tecnologia pra não precisar mais destes grandes impérios, ou já vislumbramos que este dia está muito próximo. E se pensarmos um pouco, quantos outros impérios não ruiram ao longo da história e deram lugar a outros? E ai me perguntam, mas não é errado isso? Os caras gastam milhões pra não faturar nada? E o que digo é o seguinte, RECONSTRUÇÃO!! Novas formas de consumo devem ser construídos e as antigas devem ser reformadas, adaptadas, resumindo, acompanhar esta evolução, não pode por meio de regras, leis, censuras ficaram amarrando algo que deve ser solto e se não deve vai ser solto, queira ou não.

    Daí veio a sua pergunta final, “já pensou em parar de consumir?”, acredito que nunca vai ser possível, pois todo animal vive de consumo, seja lá do que for, de troca, de interação, de necessidade orgânica, material ou mental. O grande barato deste “novo consumo” é que agora nós conseguimos estar sempre 10 passos à frente das regras, das leis, que além de estarem atrofiadas, elas estão entrando em conflito continuo, pois tem fatores culturais distintos, tem fatores econômicos e tantos outros, que hoje já tornam este novo meio como um local de posicionamento estratégico, mas e o lucro?

    São raros os casos de pessoas que lucram realmente com tudo isso, a maioria não lucra, quer dizer, não no fator financeiro, mas todos lucram e muito, com esses novos relacionamentos que estão surgindo e isso é ÓTIMO!! Pois é sinal que vai existir muito debate a ser construído/formulado pela frente … quem sai ganhando? e porque a censura aqui é questionada? quem perde? será que estamos vivendo o passado ou caminhando para o futuro? será que é um futuro bom? será que é o futuro? mas o presente? … sei lá, somente sei que estou gostando dessa interação toda, mas SEM censura …😉

    É isso camarada … vlw,
    raulpereira.

  8. 24 janeiro 2007 às 2:24 pm

    Te entendo e concordo em parte com o que escreveste, Raul.
    Só não consigo ainda ver a internet como algo tão benéfico.
    Tem muitas vantagens, sim, tem. Mas ainda acho que a essência de tudo o que é transmitido por ali se não é a mesma, é bem similar ao que vem sendo feito há muito tempo.
    O que quero dizer é que sim, derruabamos impérios, mas alimentamos outros. Trocamos a industria fonográfica pela industria da informática, por exemplo (se é que as duas ainda não vigoram juntas).
    Não sei, cara.
    Acho que a troca e o acesso aos dados que temos hoje não são suficientes para cobrir a nossa falta de noção do que fazer com eles.
    Sim, temos acesso a praticamente toda espécie de informações, mas sabemos (ou queremos saber) o que fazer com elas.
    Sei lá…Acho que é dado demais pra pouco pensamento sobre eles.
    Por exemplo, será que os computadores lá da Rocinha estão sendo usados para a real emancipação (seja lá o que isso for) dos seus usuários. Será que nós usuários estamos mesmo vivendo melhor por causa da internet?
    Pra ser sincero, acho que não.
    O modelo sócio-ecônomico ainda é o mesmo e essa grande circulação de informação só serviu para torná-lo ainda mais hegemônico. Daí, eu não acreditar que houveram mesmo grandes mudanças.
    Tudo bem, temos acesso a todo tipo de informação, mas não sabemos (ou, pelo menos, a maioria não sabe) o que fazer com isso.
    As pessoas mal sabem ler…Milhares de pessoas não tem nem telefone…Não tem nem comida…quem dirá discernimento para filtrar essa enxurada de dados.
    Sei lá…é o que penso.
    t+!

  9. 24 janeiro 2007 às 10:39 pm

    Calmaaaaa!!!
    rs…demorei mas voltei!!!

    Então…Raul!

    “O intuito desses sites é melhorar a usabilidade, a comunicação, a encontrabilidade, a interface que o homem possui com a máquina, oferecer uma melhor experiência à nós.”

    – Bem, esse é sim o propósito dos sites, mas a maioria não faz o bom uso das ferramentas…então a “liberdade” oferecida, é usada de forma errada! (no meu ponto de vista, pelo menos…)

    – Concordo com o FATO de que existem tais ferramentas “reguladoras”, concordo também ser praticamente impossível controlar tudo isso…porém acho justo, no caso do ORKUT por exemplo, o site sair do ar por umas horas e passar uma limpa em comunidades e perfis que NÓS, USUÁRIOS, denunciamos…e indiscutivelmente NÃO ENCARO ISSO COMO CENSURA!!!

    – Acho, que ferramentas como a do wike, são as que mais funcionam, dentro do sistema e sociedade que vivemos…é um site “sério”, mas, (acho que já até discutimos isso), qualquer um pode patentiar qualquer coisa e tornar a informação “séria”, pois nesse caso, também há um “controle” , bem parecido com o do Orkut e dos blog/fotologs…e eu continuo NÃO ENCARANDO ISSO COMO CENSURA!!!!

    – Não sei se concorda comigo nesse meu ponto de vista. E entendi a grande questão!!!
    “A grande questão aqui é que nosso poder jurídico, os maiores salários públicos da atualidade, querem ditar o que nós devemos ter acesso, o que nós podemos conversar ou não e, principalmente, tirar esse direito de regular o conteúdo que temos.”
    Um momento!!! Você acha mesmo que a sociedade tem como fazer o controle do conteúdo? Não que eu concorde que um “poder” acima do meu direito de ir e vir, ser ou não ser, é que deva ditar e controlar o que eu tenho acesso…mas acho que é bem mais complicado!!! Eu, você, o Tarso e mais uma penca de pessoas que estão ao meu redor, saberiam usufruir muito bem desse nosso direito…só que outra penca, muito maior, eu diria, faria o mal uso dessa direito…e não falo de questões culturais…falo de um cinquentão querendo comer menininhas, falo de um racista, falo de desigualdade…seriamos obrigados a conviver com isso, mas do que convivemos…é apologia! Não pode ser permitido…se já está um bundalêlê…imagina!?

    – Agora, em relação ao Orkut: pude reencontrar várias pessoas que não tenho tanto contato, e afinal é essa a finalidade…meus scraps são apagados, cominidades são escolhas minhas…certo que tenho que, vez ou outra fiscalizar pra ver, “se o que era, ainda é”…ainda não me trouxe dor de cabeça…ainda!

    – Parar de consumir? Impossível!!!
    Fazemos parte do sistem, certo? (ou não…mas acho essa hipótese totalmente utópica, e prefiro colocar os pés no chão e me basear nessa cruel realidade.)

    – Se a internet é vantajosa…lógico que sim, mas eu sei usar! Eu sei ler, tenho disernimento entre o bem e o mal e sei, dentro dos meus valores o que é certo e errado…eu sei usar a informação (para o que me convém, egoista?)!!! Nem todo mundo sabe…a maior prova é o mal uso, já mencionado tantas vezes nesse post.

    – Enfim, contudo, todavia, entretanto…acho socialmente impossivel o conteúdo da internet não ser controlado pelos “chefões”. NÃO ESTOU SATISFEITA COM ISSO!!! Mas como já disse, vivemos nesse sistema de merda! E, ao menos que queira ser utópica, tenho que conviver e viver com isso…INCONFORMADA!!!

  10. 30 janeiro 2007 às 11:25 pm

    E ai pessoal, demorei mas cheguei!! …🙂

    Tarso, botando o dedo na ferida rapaz (rs). Cara, concordo que muitos (seria todos?!) não sabem usar o poder que a internet oferece, existe estudos que avaliam a web como um meio de comunicação que ainda é sub-utilizado e que não conseguiu suprir as expectativas originais, ou suprem com certa deficiência. Se olharmos para a web brasileira notamos essa hegemonia citada por você, realmente, basta olharmos para os sites com maiores audiência que constatamos isso. Seguindo essa linha de raciocínio e levando em consideração que são poucos que possuem acesso a web no Brasil, vemos que o ditado “o Brasil merece o povo que tem”, se reflete e muito para as classes médias e altas, afinal a “libertinagem” (gLaU), não seria fruto do povão??

    Digerindo mais os comentários, continuo acreditando mesmo assim na internet, justamente porque acredito no seu objetivo embrionário, conheço a tecnologia envolvida neste meio e acredito que tudo é questão de governança de cada um que utiliza esse meio para que ele não se torne mais um reflexo da realidade na qual somos inseridos. Para esse objetivo, eu creio na web, tarso, acredito no “efeito borboleta” e repudio que o controle seja feito por outra pessoa que não seja o internauta.

    Seguindo esse raciocínio, gLaU, discordo de atitudes que tirem um site fora do ar, regulem a opinião, seja lá qual for esta a opinião ou o conteúdo. Me situo como locutor e receptor na internet e por tal fato desejo ter o controle sobre o conteúdo que relaciono-me. Daí sempre vem aquela típico exemplo, mas você não controlaria site de pedófilos, racismo, etc, e eu respondo, os órgãos conseguem regular isso no dia-a-dia? Se andamos um pouco mais tarde pelo rio agente assiste cenas de prostituição infantil, pedofilia, … e quantas vezes agente já não assistiu cenas de racismo ou já participou de situações preconceituosas? Refletir isso para a internet iria dar certo?!

    Por isso bato na tecla que esse controle deve ser feito por cada um de nós, apenas, esse não somente é nosso direito, como também é nossa responsabilidade e como tal, não podemos simplesmente delegar essa responsabilidade para uma entidade centralizada. Enfim, o que aprendo diante desta discussão? Ainda existe muito a ser aprendido, existe muito lixo na internet, mas existe um caminho que pode ser exercitado, tanto no mundo virtual (espelho), mas principalmente no mundo real (imagem). Este caminho é ditado por escolhas, escolhas que sempre resultam em reflexos (alguém viu “babel”? vejam!).

    No mais é isso galera, desculpe a demora, provavelmente devo demorar novamente a responder … []’s e t+,
    raulpereira.

  11. 31 janeiro 2007 às 9:10 am

    Beleza, Raul.
    Mas mantenho minha opinião.
    t+!

  12. 1 fevereiro 2007 às 9:33 pm

    🙂 … tranqüilo camarada!!

    Ainda bem que existe diferenças, afinal o que seria da comunicação se tudo fosse uma grande concordância?? … (?!)

    vlw garoto,
    raulpereira.

  13. 7 fevereiro 2007 às 1:56 pm

    Fala aí Raul!!!

    Hum…entendo seu ponto de vista…na verdade não entendo muito bem! (rs)
    Discordo…continuando com a ídeia de que é impossível, “nós msm” controlarmos o que pode e o que não pode…infelizmente a grande maioria, não tem dissernimento quanto o que é moral, imoral e amoral!

    É isso!!!
    Inté mais Ler!

  14. 7 fevereiro 2007 às 2:51 pm

    (hauhauhau) Fala aí gLaU!!

    Quer dizer que você “entende e não entende” (?!), agora fiquei confuso (rs).

    Discordar ou concordar não é o problema, afinal isso é muito bom como disse no meu último comentário. Mas vou tentar mais uma vez expor minha opinião, de outra maneira, seguindo um ponto que tocou no seu último comentário.

    Quando fala: “infelizmente a grande maioria, não tem discernimento quanto o que é moral, imoral e amoral”, quem tem esse discernimento? Não tem “a pessoa” certa pra isso, nem “um conselho” certo para isso, é orgânico esse conhecimento e NÃO é um conhecimento atemporal.

    Se hoje é um ato desumano ver uma pessoa assassinando alguém, talvez no tempo das cavernas não fosse, como em muitas sociedades a bigamia é comum e a questão da pedofilia (palavra que está ganhando novo sentido, pois originalmente era apenas um termo para indicar o estado patológico de um indivíduo adulto que sente atração por crianças) existe desde que o mundo é mundo, inclusive havendo registros atuais de tribos que ainda não enxergam-a como algo hediondo.

    Por isso eu acredito no controle comunitário, colaborativo, pois assim não emperra nada. Muitas regras sempre atrapalham, muitas taxações, não estou dizendo ou propondo o “libera geral”!!! NÃO!! Mas acredito em regras menos rígidas, pois regras são feitas para ser quebradas não é atoa, pois tudo esta em constante mutação, as regras inclusive deveriam seguir essas mudanças e o controle esta em nós mesmos, pois nós ditamos quando esta é ultrapassada ou não, precisa ser alterada ou apenas esquecida.

    Bom, a partir daí tento refletir esse pensamento para minha vida pessoal e principalmente para a web, que ainda não possui rígidos pilares legais. Agora fica a pergunta: “Será que dessa vez eu consegui fazer-me entender??” … (rs). Assunto muito polêmico, mas gostoso de debater …🙂

    []’s gLaU .. volte sempre,
    raulpereira.

  15. 8 fevereiro 2007 às 10:07 am

    Voltei…heheheh
    Raul, acho que te entendemos (falo por mim, ao menos). Mas, sinceramente, não consigo ainda levar fé nesse discernimento das pessoas, ao mesmo tempo em que confio menos ainda naqueles que propõem às leis. O que é um problema sério…hehehe
    Mas entre um e outro, fico com a primeira opção. Mesmo, como disse, sem levar fé de que isso seja “o certo”. Pelo menos é algo diferente…
    Acho que o grande problema aqui dessa discussão está no quanto cada um de nós acredita nesse poder “libertador” da internet e na capacidade que as pessoas têm de discernir entre o certo e o errado (se é que isso existe).
    Acho que você, Raul, acredita bem mais do que eu, por exemplo, que levo um pouco mais de fé do que a gLaU.
    Sei lá…
    Acho que é isso.
    t+!

  16. 12 fevereiro 2007 às 10:30 am

    Grande tarso,

    Ainda bem que consegui ser compreendido, ponto para este “bate-papo”. Porém compreender e concordar além de palavras distintas, possuem um abismo muito grande entre suas fronteiras. Abismo esse que não cabe a mim, responder, decidir, obrigar, censurar e daí que vem a minha crença pela “liberdade” e confiança no discernimento coletivo.

    No fundo por mais que haja uma pequena ou quase nula crença sobre o assunto, o importante é que uma pulga ficou atrás da orelha em um curto espaço de tempo, a minha inclusive quando observei as observações de cada um sobre o que havia dito. Todo mundo aqui conseguiu digerir os pontos de vistas particulares e formou não somente uma informação sobre os dados aqui “espalhados”, mas um conhecimento que pode ser internalizado ou não, vai saber!!

    O bom é que discussões saudáveis são ótimas e eu além de adorar participar (passivamente ou ativamente), tenho convicção que todos ganhamos …😉

    Vlw confrade e gLaU,
    raulpereira.

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